Sermão
Um Certo Jesus
Informações editoriais
- Título original
- One Jesus
- Texto-base
- Atos 25:19
- Temas
- Jesus Cristo
- Fonte histórica verificada
- SermonIndex — https://www.sermonindex.net/speakers/john-a-broadus/one-jesus/ Fonte verificada
- Tradutor
- Samuel Figueira Aguiar
- Tempo de leitura
- 18 minutos
“E de um certo Jesus, que estava morto, a quem Paulo afirmava estar vivo.” ATOS 25:19
Um novo governador militar havia chegado a Cesareia. O povo sabia muito bem que era importante para todos os que tivessem algum assunto, especialmente com o governo, conhecer esse homem e tentar conquistar seu favor. Pois, em todos esses casos, o caráter e a boa vontade do governante eram coisa de importância. Entre as pessoas que se apressaram a Cesareia para encontrar o governador Festo estava um governante local, um jovem chamado Herodes Agripa.
Ele era bisneto do célebre Herodes, o Grande, e, naquela época, os romanos lhe permitiam ser rei, sujeito a eles, sobre a parte nordeste dos domínios de seu ancestral. Agripa veio e passou vários dias em Cesareia. Havia sido educado em Roma, mas, como não existiam jornais, poderia obter do governador muitas informações a respeito da vida social e dos mexericos da capital.
Por outro lado, Agripa teria muito que contar ao governador sobre o singular povo que ele viera governar, um povo conhecido no mundo inteiro por sua excitabilidade e extraordinária obstinação, difícil de governar e difícil de compreender. E assim os dias se passaram entre conversas variadas, conselhos, banquetes, banhos, teatro, gladiadores e todo o aparato de luxo romano que Herodes, o Grande, havia reunido em sua capital, Cesareia.
Depois de Agripa estar ali havia muitos dias, conta-se que ocorreu a Festo — talvez ele já estivesse começando a ficar um pouco sem novos assuntos de conversa — mencionar ao jovem rei um prisioneiro singular que seu predecessor Félix deixara ali encarcerado, um homem chamado Paulo, que ele descobrira ser extremamente impopular entre os líderes judeus, embora não conseguisse compreender exatamente por quê. Pois, quando os líderes judeus foram convocados diante dele segundo o costume romano, verificou que não tinham acusação alguma a fazer contra o homem, nenhum delito civil; tinham, porém, certas questões de sua própria superstição e a respeito de um certo Jesus que estava morto, a quem Paulo afirmava estar vivo. Um certo Jesus. Quão pouco imaginava o governador romano que, como uma mosca preservada em âmbar, seria lembrado na história do mundo simplesmente por suas ligações com Paulo, o prisioneiro, e com esse Jesus!
As coisas mudaram desde então. O longo curso do que chamamos de séculos cristãos trouxe suas mudanças, e vivemos numa terra que se chama cristã em razão de Jesus Cristo. E, contudo, ó meus amigos, é muito triste pensar em quantos há, mesmo nesta chamada terra cristã, que parecem importar-se muito pouco mais com Jesus Cristo do que o pobre Festo se importava. Alguns estão ocupados com o pensamento filosófico, outros com projetos de estadismo, outros com os encantos da literatura; ocupados com as fatigantes atividades da vida, com suas preocupações desconcertantes, com seus prazeres estonteantes; ocupados com tudo o mais, e quase nunca sequer pensam em Jesus. O que desejo dizer é simplesmente isto: ninguém tem o direito de fazer pouco caso de Jesus, e desejo apresentar algumas razões pelas quais isso é assim.
Em primeiro lugar, Jesus é a personagem mais importante da história humana. Aquele obscuro e insignificante de quem Festo falou tão despreocupadamente fundou o mais maravilhoso império deste mundo. O carpinteiro de Nazaré é Rei dos homens. Vocês se lembrarão do que Napoleão disse; essas palavras têm sido repetidas muitas vezes, pronunciadas por ele a um de seus amigos durante a vida: “Alexandre, César, Carlos Magno e eu fundamos impérios, mas eles foram fundados pela força, sustentados pela força; e, quando a força foi retirada, quão depressa todos eles ruíram. Jesus Cristo fundou um império de amor; ele vive através de todas as eras, e nada parece capaz de destruí-lo.” Sim, dEle procederam as influências que deram àquilo que chamamos de civilização cristã sua mais elevada dignidade e seu mais verdadeiro poder. Sem dúvida, muito recebemos da literatura e da arte gregas, do direito romano e alguma coisa de nossos ancestrais góticos; mas a principal força da civilização cristã vem daquele Jesus.
Sim, os homens de hoje que imaginam poder passar sem o cristianismo, que tagarelam dizendo ter-se elevado acima do cristianismo a um plano mais alto do que ele alcançou, parecem não saber que todas as elevadas concepções e sentimentos éticos de que se gabam e que, supõem, os tornam independentes são apenas resultado desse mesmo cristianismo que desprezam. São como um tolo menino de escola que mal aprendeu metade de algumas lições do professor e então imagina saber mais que o mestre e poder, dali em diante, passar sem ele. Sim, o mundo reflexivo está começando a perceber um pouco mais claramente que Jesus é o centro da história do mundo. Bossuet fez essa observação, muitas vezes repetida: a cruz de Jesus Cristo é o centro da história do mundo. Todas as linhas dos acontecimentos anteriores parecem convergir para essa cruz, e dela divergem todos os grandes acontecimentos da história posterior do mundo.
É pensamento afim dizer que Jesus é o centro das Escrituras. Tudo no Antigo Testamento aponta adiante para Ele; tudo no Novo Testamento procede dEle. Não se pode compreender a história do Antigo Testamento se ela for considerada apenas como história de Israel. É uma história de redenção — essa é sua ideia característica — e, em Jesus Cristo, encontrou sua consumação, seu clímax, sua completude. Jesus é para nós, de fato, a garantia da autoridade divina do Antigo Testamento. Alguém pergunta: “Como você sabe que aquilo que chamamos de Antigo Testamento vem de Deus?” Respondo: os judeus, no tempo de nosso Senhor, estavam tão familiarizados quanto nós com a expressão “As Escrituras”. “As Escrituras”, expressão usada tantas vezes no Antigo Testamento; e sabemos, pelas crônicas judaicas, que aquilo que entendiam por Escritura eram os livros hebraicos que chamamos de Antigo Testamento; e essas mesmas Escrituras Jesus declara serem de Deus e não poderem ser quebradas. Atenho-me ao testemunho dEle quanto à autoridade delas, e isso me basta.
Em cada época sucessiva surgem homens dizendo que a ciência finalmente descobriu — parecem imaginar que a ciência jamais fará descoberta alguma depois de sua época — que a ciência finalmente descobriu certos fatos incompatíveis com o Antigo Testamento. Jesus declara que as Escrituras não podem ser quebradas, e creio que, quando a ciência física tiver interpretado verdadeiramente as obras de Deus — algo que, como todo homem reflexivo sabe, ainda foi feito apenas em parte — e quando a ciência filológica tiver interpretado corretamente a Palavra de Deus, aqueles que estiverem preparados verão que não há conflito. Enquanto isso, o conflito de que tanto ouvimos falar nasce das conclusões apressadas daqueles que compreendem apenas parcialmente as obras de Deus e, ainda mais parcialmente, a providência de Deus. Jesus diz que a Escritura é a Palavra de Deus e não pode ser quebrada, e isso me basta. Não dependo do conhecimento de homem algum. Que venha o conhecimento, e seja bem-vindo; mas, quando ele realmente vier a ser conhecimento, então nos voltaremos para a Palavra de Deus, estudaremos as passagens e veremos o que há quanto ao chamado conflito.
Assim, confiando em Jesus, temos segurança a respeito dos milagres que Ele operou. As pessoas dizem — e não é uma pergunta descabida —: como sabem que as pessoas que testemunharam os milagres de Cristo não estavam iludidas, para não dizer que eram enganadoras? Bem, muito poderia ser dito sobre o caráter delas e sobre o fato de que tanto amigos quanto inimigos se uniram em dar testemunho dessas coisas; mas, à parte de tudo isso, o próprio Jesus declarou repetidas vezes que de fato operava esses milagres pelo favor de Deus; e quem dirá que Ele estava iludido? Quem dirá que era um enganador? Seu caráter dá testemunho da realidade de Seus milagres; e Seu caráter e Seus milagres, como os dois lados de um arco que se sustentam mutuamente, apoiam todo o edifício do cristianismo. Contra Seu caráter, toda oposição humana se quebra e se despedaça como a arrebentação contra uma rocha. Os poucos homens que se aventuraram a tentar dizer algo contra o caráter de Jesus não tiveram a língua paralisada, mas suas palavras se mostraram manifestamente fracas e vãs.
Não é estranho que a história do próprio Jesus, o centro das Escrituras, tenha se tornado o grande objeto de investigação entre os amigos e os inimigos da religião cristã. Em nosso tempo, todos vocês têm observado quantos livros foram escritos na última geração sobre a vida de Cristo — algo semelhante jamais se viu antes — na Alemanha e na França, na Inglaterra e na América. Há uma obra prestes a ser publicada agora nesta cidade sobre a vida de Cristo, mais elaborada em alguns aspectos do que qualquer outra publicada antes. E por que tudo isso? Porque o mundo está começando a perceber que Jesus é o centro das Escrituras; que o cristianismo está no mundo, e isso conduz ao caráter e à obra do próprio Jesus. Os homens que questionam seu poder e negam sua autoridade estão começando a perceber que o cristianismo está no mundo e tem sido uma poderosa força no mundo; e que, embora muitas vezes tenha sido gravemente pervertido e mal direcionado, é, no conjunto, uma força benéfica e abençoada — e eles precisam explicar isso. Isso significa estudar a história de Jesus.
Sim, Jesus é o fato em sua totalidade. O orgulhoso jovem rei francês disse, vocês se lembram, quando alguém falou do Estado: “Eu sou o Estado”; mas, não com arrogância nem egoísmo, e sim com simplicidade e verdade, Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” Jesus é o evangelho. O evangelho não é simplesmente um credo, nem uma sociedade de sacerdotes; o evangelho vem a nós encarnado numa pessoa. O próprio Jesus é o evangelho; recebendo-O, recebemos o poder de Deus para a salvação. Temos o direito de fazer pouco caso de Jesus, que é a personagem mais importante da história do mundo, o centro das Escrituras?
E, em terceiro lugar, Jesus é um ser único no universo. Deus, o espírito puro, é somente Deus; e o homem, ser estranho que é, é somente homem; mas Jesus — as Escrituras exigem que creiamos nisso — é ambos, verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Não me admira que pessoas recuem diante desse fato; ele é estupendo, é inconcebível em certo sentido, e, no entanto, é o ensino claro da Palavra de Deus. Ele não é simplesmente um homem que se elevou de entre nós à divindade. Ele não é simplesmente Deus assumindo alguma aparência exterior de humanidade. Ele é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem — verdadeiramente cada um. Sua divindade: ora, amigos, ela está claramente exposta na superfície da Palavra de Deus. Pessoas simples, sem sofisticação, que apenas a leem do começo ao fim e a tomam como é, dificilmente podem deixar de vê-la. Peço-lhes que se lembrem: a Palavra de Deus não foi escrita para teólogos eruditos, para comentaristas hábeis, para investigadores céticos; a Palavra de Deus foi escrita para o povo. É um manual de orientação prática.
Portanto, aquilo que está claramente exposto na superfície da Palavra de Deus, não numa única expressão, mas em muitos lugares, muito provavelmente é aquilo que se quer dizer. A erudição bíblica é algo muito bom em seu devido lugar; mas, afinal, se queremos extrair da Palavra de Deus verdade prática para nossa própria orientação, é mais provável que obtenhamos seu sentido com maior clareza e verdade se tomarmos o sentido evidente da passagem, aquele que está à superfície para qualquer observador sem sofisticação. Seria tão razoável arrancar deste peito o coração pulsante e chamar o que restasse de homem vivo quanto retirar deste livro a divindade de Jesus Cristo e chamar o restante de Palavra de Deus. Ela é apresentada de mil maneiras em todas as partes das Escrituras; e, se alguém me pedisse que mencionasse três ou quatro passagens, eis algumas: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós — cheio de graça e verdade.” E quando Tomé, depois de sua longa dúvida, se convenceu, exclamou: “Meu Senhor e meu Deus.” Se aquele a quem ele disse isso fosse mero homem, teria recuado diante de tal declaração idólatra; mas Ele o aprovou por dizê-la.
Por outro lado, as Escrituras apresentam com igual clareza Jesus como possuidor de natureza humana. O mundo cristão há muito tempo tem estado meio esquecido da humanidade de Cristo. Somente agora os homens começam a perceber a humanidade daquele que também é divino — o carpinteiro de Nazaré que trabalhava com mãos endurecidas em trabalho humilde. Muitos dos que tentam conduzir as massas oferecem ilusões especulativas e falam contra Cristo e o cristianismo. Por que não dizem ao povo que o fundador do cristianismo foi, no sentido mais verdadeiro, um trabalhador e amigo dos pobres? Sua humanidade tornou possível que Ele fosse realmente tentado. Por que uma natureza humana não poderia ser tentada? Nossos primeiros pais, em seu Éden, em sua pureza, foram tentados e caíram. Os elevados anjos foram tentados e caíram do céu. A humanidade de Cristo não podia ser moralmente vencida pelo pecado devido à influência do Espírito Santo; contudo, a humanidade de Cristo podia ser tentada, e a tentação podia ser real. Como homem, Ele podia ocupar nosso lugar diante de Deus, sofrer em nosso lugar, morrer e ressuscitar por nós; e Sua divindade conferiu dignidade e significado a esse sofrimento, morte expiatória e ressurreição.
Meus amigos, estas nossas almas anseiam por um exemplo perfeito. Precisamos de exemplos imperfeitos, como aqueles que as Escrituras nos fornecem e que a vida nos oferece todos os dias, de toda classe e condição; mas nossas almas anseiam também por um ideal de perfeição, e ali está ele: um exemplo perfeito, no cume de todos — um exemplo perfeito na humanidade de nosso Senhor e Salvador. Como homem, Ele nos assegura de Sua simpatia conosco, tendo sido tentado como nós, mas sem pecado. Oh, quão maravilhoso é esse fato! Muitas vezes paro para meditar nele: não apenas os que são tentados nesta vida se prostram em segurança ao redor do glorioso trono, mas Aquele que aqui foi tentado está sentado no trono; e sabemos que Ele pode compadecer-Se de nossas enfermidades, de nossas tentações, de nossas provações; e, único em tudo, ali está o Deus-homem. Quando Ele estava no Monte das Oliveiras, vocês não se lembram de como disse: “Toda autoridade e poder no céu e na terra Me foram dados”, e “Eis que estou convosco sempre, até o fim do mundo”? Quem, dentre todas as nações, quem, ao longo de todas as eras, tem o direito de fazer pouco caso de Jesus?
Em quarto lugar, Jesus realizou uma obra sem paralelo em sua natureza e em sua importância. É a mais maravilhosa que já ocorreu no universo. Não é criação; é redenção. É reconciliação entre o santo Governante do universo e os seres que violaram Sua lei. Tão maravilhosa é essa obra que as Escrituras nos dão a indicação de que as mais elevadas criaturas de Deus que existem contemplam, em meio a todas as maravilhas do mundo, e se maravilham sobretudo com esta. Não; com a estranha perversidade que nós, seres humanos, demonstramos em tantas coisas, há muitas pessoas que não conseguem crer nela justamente por ser tão maravilhosa. Parece impossível que o Criador e Governante do universo tenha escolhido um palco assim para fazer essas coisas. O teatro é pequeno demais; o palco é insignificante demais para um drama como a expiação, dizem eles. Bem, quase todas as coisas mais importantes deste mundo tiveram um teatro comparativamente pouco importante. Daniel Webster evidentemente havia pensado nisso quando escreveu estas palavras para serem colocadas em sua lápide: “O argumento filosófico, especialmente aquele extraído das vestes do universo material, e a aparente insignificância de nosso mundo, às vezes abalaram minha razão quanto à fé que há em mim; mas meu coração sempre me assegurou e reassegurou que a missão de Jesus Cristo é uma realidade divina.”
Não há necessidade de nossa fé ser abalada quando nos lembramos do que eu disse; o ponto mais insignificante da terra pode ser o cenário dos maiores acontecimentos da terra. E esta pequena Terra veio a ser, como declaram as Escrituras, o cenário do mais poderoso acontecimento do universo: a reconciliação das criaturas de Deus com Ele próprio.
Agora, mais uma vez, Jesus mantém, e necessariamente deve manter, uma relação pessoal com cada um de nós. Não quero dizer como questão de história — há, naturalmente, um sentido em que toda pessoa tem alguma relação com cada um de nós —, mas quero dizer como o Salvador amoroso. Pela própria necessidade das coisas, Ele deve manter uma relação pessoal com cada um de nós. Tão impossível quanto livrar-nos de nosso próprio ser é escapar da necessidade dessa relação pessoal com Ele. Podemos determinar o caráter dessa relação; pela graça de Deus, podemos ser Seus amigos; caso contrário, não podemos deixar de ser Seus inimigos. Há quem pense que pode viver neutralmente em relação ao cristianismo, que pode tratar os mistérios cristãos e as pessoas em geral com certo respeito, ser gentil e cortês e manter-se neutro. Mas, ó meus amigos, isso não é mera afirmação minha; o próprio Jesus disse: “Quem não está comigo está contra mim.” “Quem não ajunta comigo espalha.” Não há neutralidade. Devemos ser Seus amigos ou somos Seus inimigos, por mais que nos iludamos.
A questão mais importante da vida é: “Qual é a relação de um homem com Jesus?” E isso depende de outra pergunta: “O que um homem pensa e sente a respeito de si mesmo?” Jesus não veio chamar homens justos, mas pecadores ao arrependimento. Se sou pecador, se tenho me esforçado para fazer o que é certo e aprendido cada vez mais quão difícil é para mim fazê-lo, se minha própria consciência me condena, então Deus, que é maior que meu coração, deve condenar-me. Se estou perturbado quanto a como minha culpa e minha pecaminosidade serão removidas, então Jesus é para mim, e eu sou para Jesus. Mas, se sinto que sou uma pessoa bastante boa, gosto de me comparar com meus semelhantes e considero minhas falhas defeitos razoáveis, então não admira que eu forme teorias tão fantasiosas acerca de Jesus. Nesse caso, não estou na condição da qual Ele veio libertar-me.
Ó meus amigos, qual é sua relação com Jesus? É a questão de todas as questões: qual é sua relação com Jesus? É uma questão que vocês devem resolver em seu coração honesto, e a decisão a que chegarem devem proclamá-la a seus semelhantes; pois Ele disse: “Todo aquele que confessar, Eu mesmo confessarei; e todo aquele que Me negar” — e recusar-se a confessá-Lo é negá-Lo — “a esse também negarei diante dos anjos que estão no céu.” Ó meus amigos, qual é sua relação pessoal com Jesus? É uma questão que podem adiar agora, se quiserem, mas ela voltará uma e outra vez. É uma questão que os confrontará. Vocês a enfrentarão no dia para o qual todos os outros dias foram feitos; no dia em que estarão diante do Salvador, e Ele será seu Juiz. Naquele dia todo joelho se dobrará e confessará, de boa ou má vontade, que Jesus é Cristo, seu Senhor, para Deus Pai. Ó meus amigos, preparem-se para aquele dia voltando-se para Cristo agora! Qual é sua relação pessoal com Jesus? Confessem-No agora!
Notas textuais da revisão
- A transcrição fornecida traz “they were force” na citação atribuída a Napoleão. Uma transcrição independente do mesmo sermão registra “they were by force”, leitura adotada acima por ser gramaticalmente coerente com a frase.
- A transcrição fornecida traz “Th our time”; uma transcrição independente registra “In our time”. A tradução adota essa leitura.
- A frase “Because the world is beginning to feel that Jesus is the center of Scripture; that Christianity is in the world and the character and the work of Jesus himself” é sintaticamente defeituosa nas transcrições consultadas. A tradução acima faz uma reconstrução contextual mínima para conservar o encadeamento do argumento.
- A frase “As man he gives assurance of his sympathy with his having been tempted only once like as we are, yet without sin” também aparece corrompida nas transcrições consultadas. A tradução adota a leitura contextual mínima indicada pela frase seguinte e pelo argumento do parágrafo, sem pretender reconstruir a redação inglesa original.