Sermão
O Pastor, a Pedra de Israel
Informações editoriais
- Título original
- The Shepherd, the Stone of Israel
- Texto-base
- Gênesis 49:24
- Fonte histórica verificada
- SermonIndex — https://www.sermonindex.net/speakers/alexander-maclaren/the-shepherd-the-stone-of-israel/ Fonte verificada
- Tradutor
- Samuel Figueira Aguiar
- Tempo de leitura
- 16 minutos
“… o poderoso Deus de Jacó. Dali vem o Pastor, a Pedra de Israel.” — Gênesis 49:24[1]
Uma ligeira alteração na tradução provavelmente fará sobressair com maior exatidão o significado dessas palavras.
Talvez as duas últimas cláusulas não devam ser lidas como uma frase separada. Se eliminarmos o “é” acrescentado pelos tradutores e deixarmos a frase anterior prosseguir até o fim do versículo, teremos uma série de nomes de Deus, colocados em aposição uns aos outros, como fontes da força prometida aos braços e às mãos dos belicosos filhos de José:
“Das mãos do poderoso Deus de Jacó — dali, do Pastor, da Pedra de Israel — virá o poder para o conflito e para a conquista.”
Esse exuberante acúmulo de nomes de Deus é a marca do lampejo de confiança arrebatada que iluminou os pensamentos do moribundo quando eles se voltaram para Deus.
Quando começa a pensar nele, não consegue conter a língua.
Tantos aspectos de seu caráter, tantas lembranças de seus feitos se aglomeram em sua mente; são-lhe tão familiares e tão preciosos que ele precisa demorar-se nessas palavras e esforçar-se, mediante essa tríplice repetição, para expressar a multiforme preciosidade daquele a quem nenhum nome, nem multidão alguma de nomes, pode louvar adequadamente.
É assim que o amor terreno age com seus objetos terrenos, inventando e repetindo epítetos que são carícias.
Tais repetições não são tautologias, pois cada uma exprime um novo aspecto do mesmo objeto e brota de um novo jorro do amor do coração por ele.
E algo desse mesmo arrebatamento e desse infatigável retorno ao Nome que está acima de todo nome deveria marcar a comunhão das almas devotas com seu Amor celestial.
Que maravilhosa explosão de semelhante louvor jorrou do coração agradecido de Davi no dia de sua libertação, como uma forte correnteza com sua onda sétupla, cada crista coroada pelo Nome:
“O Senhor é minha rocha, minha fortaleza e meu libertador; meu Deus, minha força, em quem confiarei; meu escudo, o chifre de minha salvação e minha torre alta.”
Esses três nomes que encontramos aqui são impressionantes e belos em si mesmos, em sua justaposição e em seu uso nos lábios de Jacó.
Parecem ter sido todos cunhados por ele; pois, se aceitarmos este cântico como verdadeira profecia proferida por Jacó, temos aqui a primeira ocorrência de cada um deles.
Todos possuem uma história e reaparecem, ampliados e aprofundados, na revelação posterior.
Consideremo-los tal como estão.
I. O Poderoso Deus de Jacó
O significado de tal nome é bastante claro.
É aquele que se mostrou poderoso e meu por meio de seus feitos em meu favor ao longo de toda a minha vida.
Os pensamentos do moribundo estão ocupados com todo aquele passado desde o dia em que saiu da tenda de Isaque e, ao pôr-se o sol, tomou uma das pedras do campo como travesseiro.
Sua história fora intrincada, com muitas tristezas amargas e muitos pecados ainda mais amargos.
Sentira e exprimira, enquanto ela lentamente se desenrolava, dores apaixonadas e murmurações desesperadas.
Quando Faraó lhe perguntou:
“Quantos anos tens?”,
ele respondeu com palavras cuja melancolia se deve em parte à humilde ostentação de insignificância diante de tão augusto personagem, mas que trazem também um forte matiz de tristeza genuína:
“Poucos e maus foram os dias dos anos de minha vida.”
Mas agora, deitado ali e morrendo, com tudo isso bem atrás de si, tornou-se mais sábio.
E agora toda a história lhe parece uma longa manifestação do poder de seu Deus, que esteve com ele por toda a vida e o redimiu de todo mal.
Ele se afastou o bastante para enxergar a configuração do terreno como não conseguia fazer enquanto penava pela estrada.
As rochas áridas e a neve branca resplandecem em púrpura quando o sol poente as toca.
As lutas com Labão; o medo de Esaú; o trabalho exaustivo de anos de fadiga; o triste dia em que Raquel morreu e lhe deixou o “filho de sua tristeza”; a angústia do coração durante os longos anos da perda de José — tudo se dissipou ou se transformou em admiração agradecida diante da direção de Deus.
O único pensamento que o moribundo leva consigo ao sair da vida é este:
Deus se mostrou poderoso, e mostrou-se meu.
Para cada um de nós, nossa própria experiência deveria ser uma revelação de Deus.
As coisas acerca dele que lemos na Bíblia nunca se tornam vivas e reais para nós até que as tenhamos comprovado nos fatos de nossa própria história.
Muitas palavras permanecem na página ou em nossa memória, plenamente cridas e, contudo, inteiramente nebulosas, até que, em algum conflito da alma, tenhamos sido obrigados a agarrá-las e as tenhamos encontrado verdadeiras.
Somente aquela parte de nosso credo que comprovamos na vida é realmente nossa.
Se simplesmente abrirmos os olhos e refletirmos sobre nossa história enquanto ela passa diante de nós, encontraremos cada canto dela cheio de manifestações, a nosso coração e a nossa mente, de um Deus presente.[2]
Mas nossa insensatez, nossa estupidez, nossa impaciência, nossa absorção pelas meras aparências das coisas e nossa obstinação nos cegam tanto para o Anjo de espada desembainhada que se opõe a nós como para o Anjo com o lírio que desejaria guiar-nos.
Assim desperdiçamos nossos dias; ficamos surdos à sua voz, que fala em meio a todo o clamor das vozes; e cegos à sua luminosa presença, que resplandece através de toda a penumbra da terra.
E, para um número excessivamente grande de nós, nunca conseguimos ver Deus no presente, mas somente discerni-lo depois que ele passou, como Moisés desde a fenda da rocha.
Como esse mesmo Jacó, somos obrigados a dizer:
“Certamente Deus estava neste lugar, e eu não sabia.”
Por isso perdemos o valor educativo de nossa vida; somos torturados por cuidados desnecessários; somos derrotados pelos adversários mais insignificantes; e tateamos em meio ao que nos parece um caos de perplexidades sem caminho, quando poderíamos avançar seguros e fortes, tendo Deus como nosso guia e as mãos do Poderoso de Jacó como nossa defesa.
Notem também quão claramente aparece neste nome o pensamento de que o próprio centro vital da religião de um homem é sua convicção de que Deus é seu.
Jacó não se contentará em pensar em Deus como o Deus de seus pais; tampouco se contentará em associar-se a eles numa posse comum. Precisa sentir toda a força do vínculo intensamente pessoal que o une a Deus e Deus a ele.
Naturalmente, tal sentimento não ignora a bendita comunhão e família que também estão contidas nesse vínculo.
O Deus de Jacó é também, para o patriarca, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó.
Mas isso vem em segundo lugar; aquilo, em primeiro.
Cada homem, por si mesmo, precisa estender a mão de sua própria fé e agarrar aquela grande mão como seu próprio guia.
“Meu Senhor e meu Deus”
é a verdadeira forma da confissão.
“Ele me amou e se entregou por mim”
é a forma pela qual o Evangelho de Cristo derrete a alma.
Deus é meu porque seu amor me individualiza, e eu possuo um lugar distinto em seu coração, em seus propósitos e em seus feitos.
Deus é meu porque, mediante meu próprio ato individual — o mais pessoal que posso praticar —, lanço-me sobre ele; por minha fé aproprio-me da salvação comum e abro meu ser ao influxo de seu poder.
Deus é meu, e eu sou dele, naquela maravilhosa posse mútua, com perpétuo intercâmbio de dar e receber não somente dons, mas a nós mesmos — aquilo que constitui a própria vida do amor, seja ele amor na terra ou amor no céu.
Lembrem-se também do profundo uso que nosso Senhor fez desse nome, pelo qual o homem reivindica Deus como sua posse.
Porque Moisés, junto à sarça, chamou Deus de
“o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó”,
eles não podem ter deixado de existir.
As relações pessoais que subsistem entre Deus e a alma que o agarra como seu exigem uma vida imortal para sua expressão adequada e tornam impossível que os dedos esqueléticos da morte tenham poder para desatar semelhante vínculo.
Qualquer coisa é concebível antes de o ser a ideia de que possa perecer a alma capaz de dizer:
“Deus é meu.”
E essa existência continuada exige também um estado de ser que lhe corresponda, no qual todas as suas capacidades sejam exercidas, seus desejos satisfeitos e suas possibilidades transformadas em realidade.
Portanto, precisa haver
“a ressurreição”.
“Deus não se envergonha de ser chamado Deus deles, porque lhes preparou uma cidade.”
O patriarca moribundo deixou a seus descendentes o legado desse grande nome; e muitas vezes, em épocas posteriores, ele foi empregado para vivificar a fé mediante a lembrança dos grandes feitos de Deus no passado.
Um exemplo pode representar todos os demais:
“O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é nosso refúgio.”
O primeiro desses dois nomes estabelece o fundamento de nossa confiança no pensamento do poder ilimitado daquele a quem todas as forças do universo — pessoais e impessoais, anjos e estrelas em sua ordem de batalha — obedecem e servem.
O segundo convida as gerações posteriores a reivindicarem como seu tudo aquilo que a antiga história revela ter pertencido aos “veneráveis pais do mundo”.
Eles não possuíam prerrogativa especial alguma de proximidade ou posse.
O braço que os guiou não se cansou; e todo o passado continua verdadeiro e permanecerá verdadeiro para sempre para todos os que amam a Deus.
Assim, esse venerável nome está cheio de promessa e esperança para nós:
“O Deus de Jacó é nosso refúgio.”
II. O Pastor
Como esse nome resume as lições que Jacó aprendera no trabalho que ele próprio e seus filhos exerciam!
“Teus servos são pastores”,
disseram eles a Faraó,
“tanto nós como nossos filhos.”
Durante catorze longos e cansativos anos, Jacó labutara nessa ocupação.
“De dia me consumia a seca, e de noite a geada; e o sono fugia de meus olhos.”
E sua própria vigilância sem sono e sua paciente resistência lhe parecem apenas sombras do cuidado amoroso, da proteção vigilante e da poderosa defesa que
“o Deus que tem sido meu Pastor durante toda a minha vida”
estendera sobre ele e sobre os seus.
Muito antes de o rei pastor, retirado dos apriscos para governar Israel, cantar seu salmo imortal, a mesma ocupação havia sugerido o mesmo pensamento ao patriarca pastor.
Felizes aqueles cujo trabalho cotidiano lhes retrata algum aspecto do cuidado de Deus — ou, antes, felizes aqueles cujos olhos estão abertos para perceber a tênue semelhança com o cuidado de Deus que as relações terrenas de todo homem e alguma parte de seu trabalho certamente apresentam.
Não há necessidade de desenvolver longamente os pensamentos que esse doce e familiar emblema transmitiu a tantas gerações.
Cuidado amoroso, direção sábia e alimento apropriado são prometidos por ele.
Submissão dócil, seguir de perto os passos do Pastor, paciência, inocência, mansidão e confiança são exigidos.
Mas posso enfatizar por um momento a ligação entre a ideia do “Poderoso Deus de Jacó” e a do “Pastor”.
A ocupação, tal como a conhecemos, não parece exigir braço forte nem muita coragem, exceto, vez ou outra, para atravessar montes de neve e desenterrar alguma criatura soterrada e quase morta.
Mas os pastores que Jacó conhecia tinham de ser homens resistentes e lutadores corajosos.
Havia salteadores à espreita, prontos para levar um rebanho mal guardado.
Havia feras nas gargantas das colinas.
Havia perigo sob o sol do dia naquelas planícies abrasadoras; e, à noite, os lobos rondavam o rebanho.
Lembramo-nos de como as primeiras façanhas de Davi foram contra o leão e o urso e de como ele sentiu que nem mesmo seu duelo com o valentão filisteu fora mais formidável do que aqueles combates.
Se introduzirmos em nossa concepção moderna de um pastor esse elemento de perigo e ousadia, perceberemos que essas duas cláusulas não devem ser entendidas como ideias contrastantes de força e ternura, mas como ideias conectadas: força e, portanto, proteção e segurança.
Encontramos a mesma ligação em ecos posteriores desse nome:
“Eis que o Senhor Deus virá com mão forte; apascentará seu rebanho como um pastor.”[3]
E o uso que nosso Senhor faz da figura coloca em destaque quase exclusivo o conflito do bom Pastor com os lobos vorazes — conflito no qual ele não deve hesitar nem mesmo
“em dar sua vida pelas ovelhas”.
Enquanto o rebanho estiver aqui, em meio a perigos, inimigos e tempestades, o braço que guia precisa ser também um braço capaz de guardar; e ninguém menos poderoso que o Poderoso de Jacó pode ser o Pastor dos homens.
Mas um cumprimento ainda mais elevado aguarda esse venerável emblema quando, em outras pastagens, onde nenhum leão nem fera voraz entrará,
“o Cordeiro que está no meio do trono”,
e que é Pastor tanto quanto Cordeiro,
“os apascentará e os conduzirá às fontes das águas da vida”.
III. A Pedra de Israel
Aqui, novamente, temos um nome empregado pela primeira vez e que as épocas posteriores recolheram e estimaram.
Suponho que a Pedra de Israel signifique praticamente a mesma coisa que a Rocha.
Se assim for, esse símbolo também — tão cheio de vastos significados — foi cunhado por Jacó.
Talvez não seja fantasia imaginar que sua origem esteja nas paisagens da Palestina.
As falésias agrestes da região oriental onde ficava Peniel, ou as fortalezas selvagens do deserto meridional, a um dia de marcha de Hebrom, onde ele viveu durante tanto tempo, voltaram à sua memória no meio da terra plana e argilosa do Egito.
Sua altura imponente, sua firmeza imóvel, sua sombra fresca e seu abrigo seguro lhe falaram da força imutável e da defesa inexpugnável que encontrara em Deus.
Assim, também nesse nome encontramos a mesma apropriação devota e reflexiva da experiência que observamos nos anteriores.
Há igualmente o mesmo modo individual de agarrar Deus como sua própria possessão; pois “Israel”, aqui, evidentemente deve ser tomado não como nome da nação, mas como o próprio nome de Jacó, e a intenção da expressão é claramente dizer o que Deus havia sido para ele pessoalmente.
A ideia geral desse símbolo talvez seja firmeza, solidez.
E essa ideia geral pode ser desenvolvida em vários pormenores.
Deus é Rocha como fundamento.
Edifiquem ali sua vida, seus pensamentos, seus esforços, suas esperanças.
A casa fundada sobre a rocha permanecerá em pé, ainda que vento e chuva a golpeiem de cima e as águas, por baixo, batam contra ela como aríetes.
Deus é Rocha como fortaleza.
Fujam para ele e escondam-se; e sua defesa serão as
“fortificações das rochas”,
que zombarão de todo ataque e jamais serão tomadas de assalto por inimigo algum.
Deus é Rocha como sombra e refrigério.
Aproximem-se dele, saindo do calor abrasador, e encontrarão frescor, verdor e umidade nas fendas, enquanto tudo fora daquela sombra benfazeja estará ressequido e seco.
A palavra do Jacó moribundo foi retomada pelo grande legislador em seu cântico de despedida:
“Atribuí grandeza ao nosso Deus. Ele é a Rocha.”
Ela reaparece nas últimas palavras do rei pastor, cuja grandiosa descrição profética do verdadeiro Rei é anunciada por estas palavras:
“A Rocha de Israel falou comigo.”[4]
É ouvida mais uma vez dos lábios do maior dos profetas, em sua luminosa profecia do cântico dos últimos dias:
“Confiai no Senhor para sempre, porque no Senhor Jeová está a Rocha dos Séculos”,
bem como em sua solene profecia da Pedra que Deus colocaria em Sião.
Voltamos a ouvi-la dos lábios que não podem mentir:
“Nunca lestes nas Escrituras: A Pedra que os construtores rejeitaram, essa se tornou a pedra principal da esquina?”
E, pela última vez, a venerável metáfora que consolou tantas eras aparece nas palavras daquele Apóstolo que
“recebeu o sobrenome Cefas, que, por interpretação, significa pedra”:
“Chegando-vos a ele, como a uma Pedra viva, vós também, como pedras vivas, sois edificados.”[5]
Assim como, em algum sítio rochoso da Palestina no qual uma centena de gerações sucessivas tenha construído suas fortalezas, podemos ver pedras cujo bisel revela a antiga alvenaria judaica, acima delas obra romana, mais acima ainda alvenaria dos tempos das Cruzadas e, sobre tudo isso, a construção de hoje — assim também nós, cada geração por sua vez, edificamos sobre esse grande fundamento de rocha, habitamos ali seguros durante nossa breve vida e somos depositados em repouso tranquilo num sepulcro na rocha.
Sobre Cristo podemos edificar.
Nele podemos habitar e repousar seguros.
Podemos morrer em Jesus e ser reunidos a nosso próprio povo, os quais, tendo morrido, vivem nele.
E, embora tantas gerações tenham erguido suas moradas sobre essa grande Rocha, ainda há amplo espaço para que nós também edifiquemos.
Não precisamos contentar-nos com um fundamento incerto entre os escombros móveis de moradas que pereceram; podemos descer, por nós mesmos, até a firme rocha virgem.
Nenhum dos que ali edificaram jamais foi confundido.
Damos as mãos a todos os que vieram antes de nós.
Numa extremidade da longa cadeia, essa figura indistinta do Jacó moribundo, em meio à estranha vida desaparecida do Egito, estende suas mãos ressequidas para Deus, a Pedra de Israel.
Na outra extremidade, nós erguemos as nossas para Jesus e clamamos:
“Rocha Eterna, fendida por mim, Deixa-me esconder-me em ti.”[6]
A fé é uma só.
Uma só será a resposta e a recompensa.
Que sejam suas e minhas!
Notas editoriais
Notas
- A transcrição do SermonIndex omite o texto-base completo e começa diretamente pela explicação de Maclaren. Em Expositions of Holy Scripture, o sermão aparece como “The Shepherd, the Stone of Israel”, sobre Gênesis 49:24, precedido pela forma “… The mighty God of Jacob. From thence is the Shepherd, the stone of Israel.” O trecho foi restaurado a partir desse testemunho e traduzido diretamente do inglês. O próprio primeiro parágrafo explica que Maclaren considera o “is” um suplemento da tradução inglesa e prefere ler os três títulos divinos em aposição. ↩
- A transcrição fornecida traz “every comer of it”. O texto integral do Project Gutenberg confirma “every corner of it”. Trata-se de corrupção OCR evidente, traduzida como “cada canto dela”. ↩
- A transcrição traz a pontuação defeituosa “like a shepherd,.”. O texto integral confirma a pontuação normal. Não há diferença textual substantiva. ↩
- Neste ponto a transcrição fornecida traz corretamente “The Rock of Israel spoke to me”, correspondente a 2 Samuel 23:3. Curiosamente, a edição digital do Project Gutenberg consultada apresenta “The Book of Israel spake to me”, erro textual evidente, contradito tanto pelo versículo bíblico citado como pelo argumento inteiro de Maclaren. A tradução conserva “A Rocha de Israel falou comigo”, leitura apoiada pela fonte fornecida e pelo texto bíblico. ↩
- A transcrição apresenta “head-stone of the comer”, em que comer é corrupção OCR de corner. O testemunho integral confirma “headstone of the corner”. Mais adiante, a transcrição também perde pontuação em “sepulcher in the rock On Christ”; o texto integral separa corretamente as frases. ↩
- Maclaren encerra citando o primeiro verso do hino de Augustus Toplady, “Rock of Ages! cleft for me, / Let me hide myself in Thee.” A tradução é direta do texto citado por Maclaren e não foi substituída por uma versão portuguesa tradicional do hino. ↩