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Sermão

A Medida do Poder Imensurável

Informações editoriais

Título original
The Measure of Immeasurable Power
Texto-base
Efésios 1:19–20
Fonte histórica verificada
SermonIndex — https://www.sermonindex.net/speakers/alexander-maclaren/the-measure-of-immeasurable-power/ Fonte verificada
Tradutor
Samuel Figueira Aguiar
Tempo de leitura
16 minutos

“Para que saibais […] qual é a extraordinária grandeza de seu poder para conosco, os que cremos, segundo a operação da força de seu poder, que ele operou em Cristo.” — Efésios 1:19–20[1]

“As riquezas da glória da herança” às vezes apagarão, em vez de estimular, a esperança. Pouca profundidade religiosa pode ter aquele que nunca sentiu com frequência que a glória transcendente daquele futuro prometido torna mais aguda a dúvida: “E poderei eu algum dia esperar alcançá-la?” Nossos caminhos estão semeados de campos de batalha nos quais fomos derrotados; como haveríamos de esperar a coroa do vencedor? Por isso, Paulo não considera ter pedido tudo de que seus amigos em Éfeso necessitam quando pede que conheçam a esperança e a herança. Falta ainda alguma coisa — algo necessário até mesmo para conhecermos essas duas coisas —, e isso é o conhecimento do poder que, sozinho, pode cumprir a esperança e trazer a herança.

Sua linguagem avoluma-se, ressoa e se torna exuberante e nobre à altura de seu tema. É como se ele se inflamasse ao pensar nesse poder que opera em nós. Ele é “extraordinário”. Extraordinário em relação a quê? Paulo não nos diz; mas outras palavras desta carta, na outra grande oração que ela contém, talvez nos ajudem a suprir as palavras que faltam. Ele fala do “amor de Cristo, que excede o conhecimento”, e de Deus como aquele que é “capaz de fazer muito mais abundantemente além de tudo quanto podemos pedir ou pensar”. O poder que de fato opera hoje nos cristãos é, por sua própria natureza, verdadeiramente transcendente e imensurável, e ultrapassa pensamento, desejo e conhecimento.

E, no entanto, ele possui uma medida: “segundo a operação da força do poder que ele operou em Cristo”. Será esse acúmulo de sinônimos, ou quase sinônimos, mera tautologia? Certamente não. Os comentaristas nos dizem que conseguem distinguir diferenças de significado entre essas palavras, no sentido de que a primeira seria mais ativa e exterior, enquanto a última seria mais interior. Assim, comparam-nas ao fruto, ao ramo e à raiz. Mas basta dizer que esse agrupamento de palavras cujos sentidos quase coincidem testemunha o esforço de comprimir o infinito dentro dos limites da língua humana, de expressar o inexprimível; e que essas expressões reiteradas, semelhantes às pancadas das ondas que se sucedem na praia, são indícios da força do oceano infinito que está por trás delas.

E então o Apóstolo, uma vez que avista seu Senhor ressuscitado, como costuma acontecer com ele, é arrebatado pelo ardor de sua fé e pela clareza de sua visão, abandona por um momento seu propósito e se demora nas glórias de seu Rei. Não precisamos acompanhá-lo nisso. Limito-me agora às palavras que li como meu texto, fazendo apenas as referências à magnífica passagem que se segue que forem necessárias para a exposição delas.

I. A medida e o exemplo do poder imensurável

Peço-lhes, então, que considerem primeiro a medida e o exemplo do poder imensurável que opera nos cristãos.

“Segundo a operação da força do poder que ele operou em Cristo” — a Ressurreição, a Ascensão, o assentar-se à direita de Deus, o domínio sobre todas as criaturas e a exaltação acima de todas as coisas, na terra ou nos céus — esses são os feitos-modelo, as obras-primas do poder que opera em todos os cristãos, apresentados pelo Apóstolo diante de nós. As glórias presentes do Cristo ascendido são glórias possuídas por um Homem; e, sendo assim, podem servir como evidências e medidas do poder que opera nas almas dos que creem.

Nelas vemos as possibilidades da humanidade, o ideal que Deus tinha para o homem quando o criou e soprou sobre ele sua bênção. É um de nós que possui força suficiente para suportar o peso da glória; um de nós que pode permanecer dentro do fulgor da Divindade que o envolve e habita nele sem ser consumido. Ali se manifestam as possibilidades da natureza humana. Se queremos saber o que o poder divino pode fazer de nós, voltemo-nos, com os olhos da fé, para aquilo que ele fez de Jesus Cristo.

Mas um pensamento assim, por mais glorioso que seja, ainda deixa espaço para dúvida quanto a eu próprio alcançar tal ideal. Possibilidade é muito, mas precisamos de certeza sólida. E a encontramos na verdade de que o vínculo entre Cristo e aqueles que verdadeiramente o amam e nele confiam é tal que a possibilidade precisa tornar-se realidade e consolidar-se em certeza. A Videira e seus ramos, a Cabeça e os membros, Cristo e sua Igreja estão unidos com tamanha intimidade que, onde quer e seja o que for que um esteja, ali e aquilo também os outros haverão de estar e ser.

Por isso, quando dúvidas, temores e a consciência de nossa própria fraqueza nos sobrevêm, e todas as nossas esperanças se tornam opacas como uma estrela no céu quando uma leve névoa flutua entre nós e ela, desviemos os olhos para ele, nosso Irmão, osso de nossos ossos e carne de nossa carne, e pensemos que ele, em sua serena exaltação, autoridade régia e infinita bem-aventurança, não é apenas o modelo daquilo que a humanidade pode ser, mas a garantia daquilo que sua Igreja há de ser. “Onde eu estiver, ali estará também o meu servo.” “A glória que me deste, eu lhes dei.”[2]

E isso ainda não é tudo. Não são apenas uma possibilidade e uma certeza para o futuro que constituem para nós a medida do poder que opera em nós. Como esta mesma carta nos ensina, nós, cristãos, temos também uma escala presente pela qual podemos estimar a grandeza desse poder. Pois, no capítulo seguinte, depois daquela gloriosa explosão acerca da dignidade de seu Senhor — que não temos coragem de chamar de digressão —, o Apóstolo, retomando o tema de meu texto, prossegue dizendo: “E a vós ele vivificou”; e então, retomando-o novamente um ou dois versículos depois, repete, cláusula por cláusula, como tendo sido feito em nós, cristãos, aquilo que fora feito em Jesus.

Se aquele Espírito divino o ressuscitou dentre os mortos e o fez assentar-se à sua própria direita nos lugares celestiais, é igualmente verdadeiro que o mesmo poder “nos ressuscitou juntamente e nos fez assentar juntamente nos lugares celestiais em Cristo Jesus”. Assim, não são apenas as glórias distantes — embora reais, brilhantes e capazes de encher os olhos e o coração — do Cristo ascendido que nos dão a medida do poder, mas também a experiência limitada da vida cristã presente: o fato da ressurreição da verdadeira morte, a morte do pecado; o fato da união com Jesus Cristo, tão real e íntima que aqueles que verdadeiramente a experimentam vivem, no que diz respeito às raízes de sua vida, ao alcance e ao propósito dela, “nos céus” e “assentados com ele nos lugares celestiais”. Essas coisas nos dão a medida do poder que opera em nós.

Portanto, porque um Homem é Rei dos reis e Senhor dos senhores; porque aquele que é nossa Vida “está exaltado muito acima de todo principado e potestade”; e porque, de seu trono, ele nos vivificou da morte do pecado e nos atraiu tão para perto de si que, se somos dele, verdadeiramente vivemos ao seu lado mesmo enquanto tropeçamos aqui nas trevas, podemos conhecer a extraordinária grandeza de seu poder, segundo a operação da força do poder que ele operou em Cristo quando o ressuscitou dentre os mortos.

II. O conhecimento do poder incognoscível

Em segundo lugar, notem o conhecimento do poder incognoscível.

Já encontramos o mesmo aparente paradoxo, que encobre uma verdade profunda, nas seções anteriores desta série de petições. Preciso apenas lembrá-los, a esse respeito, de que o conhecimento aqui em questão não é a percepção intelectual de um fato revelado nas Escrituras, mas aquele conhecimento ao qual somente o Novo Testamento concede esse nobre nome: conhecimento confirmado pela experiência interior e resultante do contato pessoal do indivíduo com seu objeto.

Como conhecemos um poder? Sentindo em nós o estremecimento produzido por sua força.

E como conheceremos a grandeza desse poder senão porque ele vem, em ondas jubilosas, preencher nosso vazio dolorido e nos ergue, fazendo-nos flutuar acima de nossas tentações e fraquezas? Paulo não estava pedindo para aquelas pessoas concepções teológicas. Pedia que o espírito delas fosse tão saturado e imerso naquele grande oceano de força que flui de Deus que, dali em diante, jamais pudessem duvidar da grandeza daquele poder que operava nelas. O conhecimento que vem da experiência é o conhecimento que todos devemos buscar. Não devemos desejar apenas possuir concepções corretas e justas, mas aquele conhecimento vital que é vida eterna e procede dela.

E esse poder, que todos nós podemos conhecer assim, sentindo-o operar sobre nós, embora seja imensurável, possui uma medida; embora, em sua profundidade e plenitude, seja incognoscível e inesgotável, ainda assim pode ser conhecido de modo real e verdadeiro. Não é preciso uma tempestade de trovões para experimentar um choque elétrico; uma bateria que se possa carregar no bolso basta para isso. Não é preciso ter percorrido todo o comprimento, largura, profundidade e altura de algum país recém-descoberto para ter certeza de sua existência e possuir uma concepção real, embora talvez vaga, da extensão de seus limites.

Assim também possuímos conhecimento real de Deus, embora limitado, e podemos confiar nele como válido, ainda que parcial. Do mesmo modo, pela experiência, possuímos conhecimento tão comprovado dele e de seu poder que não precisa ser ampliado para ser digno de confiança e tornar-se fonte de bênçãos incontáveis.

Talvez vejamos apenas uma faixa do céu através das estreitas frestas das janelas de nossa prisão; muitas grades podem ainda interceptar a vista, e muita poeira, que poderia ser removida, pode embaçar o vidro. Ainda assim, é o céu que vemos; e podemos pensar no grande horizonte que nos circunda por todos os lados e nas profundezas infinitas acima, pelas quais nem os olhos nem o pensamento conseguem viajar até o fim. Ainda que tudo o que vejamos tenha apenas alguns centímetros de largura e meio metro de altura, vemos de fato. Conhecemos o poder incognoscível que excede o conhecimento.

E permitam-me lembrar-lhes quão importante é para nós esse conhecimento do poder imensurável manifestado em Cristo, bem como a referência constante a ele. Creio que não pode haver vida cristã vigorosa e feliz sem isso. Esse é nosso único refúgio contra o pessimismo e o desespero quanto ao mundo.

O antigo salmo dizia: “Tu o coroaste de glória e honra e lhe deste domínio sobre as obras de tuas mãos.” Centenas de anos depois, o escritor da Epístola aos Hebreus comentou: “Ainda não vemos todas as coisas sujeitas a ele.” Teria sido a antiga visão apenas um sonho? Nunca se pretendeu que fosse cumprida? Aparentemente seria assim, se levarmos em conta a história passada; e os séculos transcorridos desde então nada fizeram, à parte de Jesus Cristo, para tornar mais provável que o homem se eleve à altura com que sonhou o salmista.

Quando olhamos para as utopias desfeitas que enchem o passado; quando pensamos naquela estranha e aparentemente fatal necessidade pela qual o mal se desenvolve a partir de cada etapa daquilo que os homens chamam progresso, e em como cada melhoria, quase tão logo é realizada, é pervertida e transformada em outra fortaleza de fraqueza e miséria; quando olhamos para o mundo tal como ele é hoje, não sei de onde um homem poderia tirar esperanças luminosas, nem o que poderia libertá-lo do pessimismo como sua palavra final acerca de si próprio e de seus semelhantes, senão “a operação da força do poder que ele operou em Cristo”. “Ainda não vemos todas as coisas sujeitas a ele.” Seja assim; “mas vemos Jesus”; e, olhando para ele, a esperança torna-se possível, razoável e imperativa.

O mesmo conhecimento é nosso refúgio contra a consciência de nossa própria fraqueza. Olhamos para cima como um alpinista talvez olhe, de alguma garganta dos Alpes, para as paredes lisas e reluzentes do penhasco que se ergue acima de nós. É mármore; é belo; há terras encantadoras no cume, mas nada que não tenha asas consegue chegar lá. Tentamos subir, mas escorregamos para trás quase tanto quanto avançamos.

O que fazer? Devemos sentar-nos ao pé do penhasco e dizer: “Não conseguimos subir; contentemo-nos com a vegetação viçosa e o abrigo confortável aqui embaixo”? Sim! É isso que somos tentados a dizer. Mas vejam! Uma mão poderosa se estende por cima; um braço desce até nós; a mão nos agarra, nos levanta e nos coloca lá em cima.

“Ninguém subiu ao céu, senão aquele que desceu do céu”; e, tendo retornado para lá, ele se inclina de lá e nos elevará até si mesmo. Sou uma criatura pobre e fraca. Sim! Estou inteiramente cheio de pecado e corrupção. Sim! Todos os dias me envergonho de mim mesmo. Sim! Sou pesado demais para escalar, não tenho asas para voar e estou preso aqui por inúmeras correntes. Sim! Mas conhecemos a extraordinária grandeza do poder e triunfamos nele.

Esse conhecimento deveria envergonhar-nos até a contrição quando pensamos em tamanha força à nossa disposição e em resultados tão pobres. Esse conhecimento deveria ampliar nossas concepções, alargar nossos desejos, insuflar corajosa confiança em nossas esperanças e ensinar-nos a esperar grandes coisas de Deus e a não tolerar nossas realizações presentes enquanto alguma coisa continuar por alcançar. E deveria estimular nosso esforço vigoroso, pois ninguém continuará por muito tempo procurando tornar-se melhor se estiver convencido de que o esforço é inútil.

Aprendam a perceber vividamente a extraordinária grandeza do poder que revestirá sua fraqueza.[3] “Levantai ao alto os vossos olhos e vede quem criou estas coisas, pois ele é forte em poder; nenhuma delas falha.” Isso é maravilhoso, mas aqui temos uma operação muito mais nobre do poder divino. É grandioso “preservar os antigos céus” frescos e vigorosos por seu poder; mas é ainda maior descer até minha fraqueza, “dar poder ao cansado” e “aumentar as forças daquele que não tem vigor”. E é isso que ele fará conosco.

III. As condições para a operação do poder

Por último, notem as condições para a operação do poder.

“Para conosco, os que cremos”, diz Paulo. Ele vinha falando a esses efésios e dizendo “vós”; agora, porém, mediante esse “nós”, coloca-se ao lado deles, identifica-se com eles e declara que todos os seus dons e toda a sua força chegam a ele exatamente nas mesmas condições em que chegam a eles; e que ele, assim como eles, depende daquela graça que Deus concede aos que nele confiam.

“Para conosco, os que cremos.” Mais uma vez voltamos à antiga verdade que nunca poderemos tornar enfática e clara demais: a única condição para que o mais fraco entre nós seja forte com a força do Senhor é a simples confiança nele — confirmada, naturalmente, pela perseverança e pelo esforço.

Como a água entrou no Canal Marítimo em Eastham na semana passada? Primeiro abriram uma vala; depois romperam a estreita faixa de terra entre a escavação e o mar; e o mar fez o resto.[4] Quanto mais larga e profunda for a abertura que fazemos em nossa natureza pela simples confiança em Deus, mais caudalosa será a jubilosa inundação que fluirá para dentro de nós.

Há uma antiga história sobre um pai cristão que, depois de atormentar-se com especulações teológicas sobre a natureza da Trindade, adormeceu e sonhou que estava esvaziando o oceano com um dedal! Ora, não se pode esvaziar o oceano com um dedal, mas pode-se ir até ele com um. Se tudo o que você tem na mão é um dedal, tudo o que levará consigo será um dedal cheio. A medida de sua fé é a medida do poder de Deus que lhe é concedido.

Há duas medidas do poder imensurável: uma é aquele limite infinito, “o poder que ele operou em Cristo”; a outra é o limite prático. A medida efetiva de nossa vida espiritual é nossa fé. Em linguagem simples, podemos ter tanto de Deus quanto quisermos. Temos tanto quanto queremos.

E, se estamos em contato com o poder capaz de despedaçar um universo e recebemos apenas um pequeno estremecimento, quase imperceptível para nós mesmos e inteiramente despercebido pelos outros, de quem é a culpa? Se chegamos à fonte que ri da seca e pode encher um universo com suas águas, mas levamos embora apenas uma ou duas gotas escassas, que mal refrescam nossos lábios ressequidos e nada fazem para estimular o crescimento das plantas da santidade em nossos jardins, de quem é a culpa?

A medida prática do poder para nós é a medida de nossa fé e de nosso desejo. E, se apenas formos até ele — como oro para que todos façamos —, permanecermos ali e lhe pedirmos força segundo as riquezas entesouradas em Jesus Cristo, receberemos a antiga resposta: “Seja-vos feito conforme a vossa fé.”

Amém.[5]

Notas editoriais

Notas

  1. A transcrição fornecida pelo SermonIndex omite o texto-base que abre o sermão. Em Expositions of Holy Scripture: Ephesians; Epistles of St. Peter and St. John, o sermão começa com Efésios 1:19–20: “That ye may know … what is the exceeding greatness of His power to usward who believe, according to the working of His mighty power, which He wrought in Christ.” O texto foi restaurado e traduzido diretamente do inglês de Maclaren, sem harmonização com uma versão bíblica portuguesa. O metadado bíblico do SermonIndex para este item é manifestamente alheio ao sermão: lista passagens de Mateus, Marcos, Lucas, João, Atos e 1 João, enquanto o texto é uma exposição de Efésios 1:19–20. ↩
  2. A transcrição do SermonIndex omite a primeira das duas citações consecutivas presentes no texto de Maclaren: “Where I am, there shall also My servant be.” Ela foi restaurada a partir de Expositions of Holy Scripture. A segunda — “The glory that Thou gavest Me I have given them” — já constava da transcrição. ↩
  3. O verbo realise em “Learn to realise the exceeding greatness of the power” foi traduzido como “perceber vividamente”, e não pelo falso cognato “realizar”. Aqui realise significa apreender como realidade, reconhecer de maneira efetiva ou experiencial. ↩
  4. A referência ao Ship Canal at Eastham é contemporânea ao sermão e aparece no testemunho de Expositions of Holy Scripture. Foi preservada como ilustração histórica de Maclaren, sem modernização ou substituição. ↩
  5. “Amen” aparece na transcrição fornecida pelo SermonIndex, mas não consta no encerramento deste sermão no testemunho do Project Gutenberg consultado. Foi preservado por integrar a fonte fornecida, com a divergência registrada nesta nota. ↩